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16.7.09

Luiz Gonzaga no Vale do Anhangabaú

[Release da Secretaria de Estado da Cultura]

HOMENAGEM A LUIZ GONZAGA

Data do Evento: 17/07/2009 até 19/07/2009
Horário: Sexta das 18h às 3h, sábado das 10h às 3h e domingo das 10h às 19h
Preços: Grátis
Endereço: Vale do Anhangabaú – Centro de São Paulo/SP



O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, realiza, entre os dias 17 e 19 de julho, uma grande festa nordestina na cidade de São Paulo. O evento Homenagem a Luiz Gonzaga movimentará o Vale do Anhangabaú, no centro da capital, com mais de 35 atrações culturais, durante os três dias de celebração.

A programação conta com shows musicais, além de intervenções de cultura popular, teatro, circo e dança. Para deixar a festa ainda mais completa, haverá nove barracas, cada uma representando um Estado do Nordeste, com comidas típicas e artesanato.

Para o Secretário de Estado da Cultura, João Sayad, o Homenagem a Luiz Gonzaga busca valorizar e reforçar as tradições do Nordeste no Estado de São Paulo. “A festa para Luiz Gonzaga é uma homenagem de São Paulo à música brasileira” destaca Sayad.

Serão três dias de apresentações de renomados artistas da cultura nordestina como Elba Ramalho, Alceu Valença, Dominguinhos, Oswaldinho do Acordeon, Antonio Nóbrega, Cordel do Fogo Encantado, Trio Virgulino e outros. O público poderá se divertir ainda com a dupla de repentistas Caju e Castanha; com a embolada da dupla Peneira e Sonhador; com os números circenses dos Irmãos Becker e do Circo Nosostros.

Os 40 integrantes do grupo Caracaxá apresentam o Maracatu de Baque Virado. Vindo de Pernambuco, Valdec de Garanhuns apresenta o Teatro de Mamulengo. Já o grupo Mais Maria Do Que Zé interpreta músicas próprias e relembra clássicos do forró, xote e baião, entre outros ritmos, com a participação de um boneco mamulengo e bailarinos.

“A cultura nordestina será celebrada com três dias de apresentações artísticas e a participação de músicos que enriquecem a cultura da região”, explica André Sturm, coordenador da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural da SEC e responsável pelo evento.

As novas bandas, como Seu Chico, Carlinhos Antunes e Quinteto Mundano, Nicolas Krassik e Cordestinos também têm espaço garantido na programação. Os clássicos do frevo, da música popular e de grandes compositores serão interpretados pela Orquestra Popular do Recife, sob a regência do maestro Ademir Araújo.

Nove barracas, uma para cada Estado do Nordeste, completam a festa com artesanato e comidas típicas, como o Mingau de Carimã (Bahia), Chambaril (Paraíba), Maxixada (Piauí), Vatapá, Cocada, Quindim, Abará, Acarajé, Baião de Dois, entre muitos outros.

PROGRAMAÇÃO OFICIAL


DIA 17/07

18h
Abertura Oficial com Elba Ramalho [MÚSICA]
No show “Balaio de Elba”, a cantora dá início às comemorações por seus 30 anos de carreira, reunindo baiões e xotes de compositores nordestinos pós-Luiz Gonzaga. As músicas trazem a essência das tradições do Nordeste brasileiro, com letras românticas, relativamente simples, mas de uma poesia muito rica.

20h
Caracaxá [MÚSICA]
A Cia. Caracaxá surgiu em 2003, resultado de uma pesquisa sobre o Maracatu de Baque Virado. Os Maracatus de Baque Virado são também conhecidos como Maracatus-Nação, manifestação que tem como principal palco a cidade de Recife. No seu repertório, a companhia canta suas próprias toadas e maracatus tradicionais, buscando a reprodução fiel dos diferentes toques de cada Nação. A força da sonoridade e o grande número de integrantes garante uma contagiante vibração sonora.

20h30
Pirofagia na Perna-de-Pau – Grupo Irmãos Becker [INTERVENÇÃO]
Inspirados na cultura nordestina, quatro artistas circenses - devidamente caracterizados - realizam uma performance pirofágica, em cima de pernas de pau, criada para ser apresentada para multidões. O espetáculo conta com grande impacto visual, coreografias, manipulação de formas e objetos em chamas, além da demonstração de habilidades técnicas e virtuosismo de materiais já clássicos do circo.

21h
Jazz Sinfônica – Concerto Nordestino [MÚSICA]
Criada em 1990, a Jazz Sinfônica tem como objetivo manter vivo o som das grandes orquestras de música popular de alta qualidade. Para esse show, os músicos tocarão um repertório especial, formado pelos grandes sucessos de Luiz Gonzaga e outros compositores nordestinos.

22h
Sebastião Marinho e Luzivan Mathias [CULTURA POPULAR]
A dupla de repentistas de viola se diferencia das demais pela presença feminina. Os cantadores improvisam, criando versos sobre diversos assuntos pedidos pela plateia, ao som de acordes encantadores. Tudo como manda a tradição nordestina.

22h30
Maracatu Prego Batido [CULTURA POPULAR]
A Prego Batido, Escola de Percussão e Bateria Brasileira, reúne seus professores e integrantes de brinquedos populares, a convite de Eder Rocha, seu diretor e idealizador, para uma empolgante apresentação de maracatu de baque virado - uma tradicional manifestação popular do Nordeste com representantes por todo o país.

23h
Mais Maria do que Zé [MÚSICA]
A divertida banda, composta por cinco mulheres e um homem, se sobressai pela originalidade e qualidade de seus arranjos, ótimo desempenho dos instrumentistas, ritmo contagiante e presença de palco. Além de tocarem músicas próprias, relembram Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Gilberto Gil, Alceu Valença e grandes ícones do forró, xote, baião, gafieira, chorinho e samba cadenciado.

Dia 18/07

0h30
Cordel do Fogo Encantado [MÚSICA]
O grupo musical teve origem no teatro e mantém esta herança até hoje em suas apresentações. Com um DVD e três álbuns lançados, a banda caiu nas graças do público e da crítica, sendo considerada uma das grandes revelações da música brasileira. Na formação, o carisma e a poesia de José Paes de Lira, a força do violão com efeitos eletrônicos de Clayton Barros, a referência do rock de Emerson Calado e o peso da levada dos tambores de Rafa Almeida e Nego Henrique.

2h
Trio Marrom [MÚSICA]
O baiano Curisco, o paraibano Zé Luís e o pernambucano Barbosa se conheceram em São Paulo, na década de 1980, e formaram o Trio Marrom, dispostos a levar o forró pé de serra a diversos estados do país, sempre exaltando a riqueza musical do Nordeste. O repertório dos músicos é dançante, com canções alegres e envolventes.

10h
O Salto Mortal – Circo Nosotros [CIRCO]
Trata-se de um espetáculo cômico, interpretado por uma divertidíssima dupla de palhaços, adaptado de tradicionais esquetes circenses de maneira simples, inteligente e moderna. Tudo pontuado com um irresistível som produzido ao vivo por músicos de grande expressão.

11h
Simão e o Boi Pintadinho – Valdeck de Garanhuns [TEATRO]
Valdeck de Garanhuns, mestre do teatro de mamulengo, coloca seus bonecos artesanais em cena para contar a história de Simão, um jovem encarregado de preparar a festa de noivado da filha de um poderoso coronel. Para transformar a celebração em uma grande folia brasileira, ele precisa salvar o Boi Pintadinho da garra de ambiciosos vilões, que fazem de tudo para estragar seus planos.

12h
Nega Duda [MÚSICA]
De forma simples e com a espontaneidade presente em uma roda de samba, Nega Duda canta e dança, marcando o ritmo com o tradicional bater de palmas e o auxílio de tambores africanos. O canto é caracterizado por perguntas e respostas, respectivamente feitas pela cantora e vozes agudas femininas.

13h
O Salto Mortal – Circo Nosotros [CIRCO]

14h
Banda Seu Chico [MÚSICA]
A banda é uma revelação da cena pernambucana, especializada em releituras nada ortodoxas do cancioneiro de Chico Buarque de Holanda - na verdade, é uma homenagem ao mestre. No roteiro, “Jorge Maravilha”, “João e Maria”, “Essa moça ta diferente”, “Caçada”, “Não sonho mais”, “Quem te viu, quem te vê” e o mix que une “Feijoada completa” e “Cotidiano”.

15h
Peneira e Sonhador [CULTURA POPULAR]
Os emboladores Peneira e Sonhador utilizam o pandeiro para compor seus versos de improviso. Cheia de humor, a dupla costuma se apresentar na rua, estabelecendo constante contato com o público e levando a ele uma das mais populares tradições do interior nordestino.

15h30
Tem Gonzaga no Molho – Carlinhos Antunes & Quinteto Mundano [MÚSICA]
Os versáteis músicos passeiam por ritmos e melodias do Brasil e de várias partes do mundo. Para esse espetáculo, o grupo preparou uma homenagem à música nordestina e ao swing brasileiro, com repertório que contempla grandes compositores como Luiz Gonzaga, Chiquinha Gonzaga e Jackson do Pandeiro, além de composições próprias e até um xaxado com molho indiano.

16h30
Afoxé Prego Batido [CULTURA POPULAR]
Nesta apresentação, os integrantes da Escola de Percussão e Bateria Brasileira Prego Batido se reúnem, sob a direção de Éder Rocha e Márcio Monjolo, para trazer ao público a representação da música e dança afro-brasileira do afoxé, demonstrando a força da percussão como parte de uma manifestação nordestina que enriquece culturalmente o país com seus valores.

17h
Nicolas Krassik e Cordestinos [MÚSICA]
O violinista francês radicado no Rio de Janeiro decidiu criar um formato original para as músicas nordestinas e interpretá-las, exclusivamente, com instrumentos de corda e percussão. Para acompanhá-lo, convidou o contrabaixo acústico de Nando Duarte, a rabeca de Marcos Moleta, a zabumba de Chris Mourão e os instrumentos percussivos de Carlos César, montando o grupo Cordestinos.

18h
Caju e Castanha [CULTURA POPULAR]
Há trinta e seis anos, a dupla está na estrada, nas praças, nos palcos do Brasil e do mundo, fazendo a autêntica cultura popular nordestina. Com 19 CDs e dois DVDs lançados, os músicos fazem embolada com forró, cordel, ciranda, MPB, rock, música eletrônica e até hip hop.

19h
Dominguinhos [MÚSICA]
Luiz Gonzaga deu o tom e Dominguinhos seguiu a melodia da sanfona. Seguindo inicialmente seus passos, o discípulo, depois, inovou a arte do mestre, dando à sanfona sotaques novos e diferentes. Não abandonou o baião do seu padrinho, mas também não deixou de passear em outras praias da música brasileira, sem abandonar suas raízes essencialmente nordestinas. É considerado um dos mais importantes artistas brasileiros da atualidade.


20h
Charanga Bombeiro – Cia. Capadócia [INTERVENÇÃO]
Dois palhaços bombeiros provocam o imaginário do público a bordo de um veículo com luzes, faróis, canhão de fumaça, de confete e de água, além de um potente sistema de som composto por microfones, CD players e sirenes. Comandante Gelatina e Capitão Frangolino divertem a família toda com inusitados esquetes que mostram o cotidiano dessa enlouquecida corporação.

21h
Família Gonzaga [MÚSICA]
O espetáculo é composto pela família do Rei do Baião. A irmã, Chiquinha Gonzaga, de 82 anos, e os sobrinhos Joquinha e Sérgio Gonzaga fazem um show inesquecível, cantando os maiores sucessos de Gonzagão.

22h
Ilú Oba De Min [MÚSICA]
A banda é composta por mulheres ritmistas, que tocam instrumentos como djembês, alfaias, xerquerês e agogôs. Além disso, elas cantam e dançam sob a coordenação de Beth Beli e Adriana Aragão, que há mais de 20 anos dedicam-se à pesquisa das manifestações culturais de origem africana.

23h
Oswaldinho do Acordeon [MÚSICA]
Oswaldinho do Acordeon é o mestre moderno do acordeom. Domínio do instrumento, filiação à tradição e olhar aguçado para o devir fazem dele um músico quase completo. Seja em um bom e velho pé de serra ou numa experimentação recém-saída do forno, sua escrita na história da música brasileira é indiscutível.


Dia 19/07

0h
Orquestra Popular do Recife [MÚSICA]
Regida pelo Maestro Ademir Araújo, um dos mais respeitados compositores e arranjadores nordestinos, a Orquestra Popular do Recife pesquisa e interpreta diversos gêneros tradicionais como maracatu, coco, ciranda, reisado, caboclinho e frevo. Com dois álbuns lançados e 32 anos de existência, a formação musical já rompeu os limites de Pernambuco, apresentando-se na Alemanha, Bélgica e Cuba, além de ter acompanhado artistas que vão de Luiz Gonzaga a Lenine.


1h
DJ Bruno Pedrosa [MÚSICA]
DJ e produtor pernambucano, Bruno Pedrosa é um dos principais articuladores da cena eletrônica no estado. Ficou conhecido pela sua versatilidade e pelos remixes de clássicos e novidades da música nordestina.

2h30
DJ Tudo [MÚSICA]
Músico, produtor e pesquisador de cultura tradicional e contemporânea, Alfredo Bello resolveu assumir também as picapes, onde assume a identidade de DJ Tudo. No set, a diversidade da música brasileira com elementos da batida eletrônica, resultando em uma sonoridade única e extremamente dançante.

10h
Acordeônicos - Orquestra de Sanfonas [MÚSICA]
O trio, formado por Juscelino, Olivinho e Erivaldinho, mostra a riqueza do acordeom nordestino pé de serra e busca revalorizar o forró na moderna música instrumental brasileira. Acompanhados pela percussão de Léo e Zezinho Pitoco, os músicos ainda contarão com a participação especial de Cosme, o pequeno prodígio da sanfona, de apenas 12 anos, além do internacionalmente renomado Toninho Ferragutti.

11h
Silêncio Total - Grupo de Teatro Piolin [TEATRO]
Neste espetáculo, o ator e diretor Luiz Carlos Vasconcelos se transforma no palhaço Xuxu, que relembra as memórias da infância e a magia do circo. Com suas técnicas circenses e experiência musical desenvolvidas durante três décadas em apresentações de rua, “Silêncio Total” é diversão garantida para a família toda.

12h
Terreiro de Folia - Grupo Folias e Folguedos [CULTURA POPULAR]
O Grupo Folias e Folguedos traz ao público uma das encenações mais populares do Brasil, o Bumba-meu-boi. Misturando teatro, música ao vivo e dança, “Terreiro de Folia” conta a história de dois vaqueiros à procura de um boi, narrando - como manda a tradição - o rapto, a morte e a ressurreição do animal. O espetáculo ainda contagia a plateia com um divertido cortejo de bonecos.

13h
Banda de Pífanos de Caruaru [MÚSICA]
Prestes a comemorar 85 anos, a banda apresenta o show “Forró Quentão 2009”. O sexteto é formado por Benedito, Sebastião, João, Amaro, José e Gilberto – todos membros da família Biano. Conhecidos como “Beatles de Caruaru”, eles contagiam o público, passando por cirandas, baiões e rojões.

14h
Antonio Nóbrega [MÚSICA]
O criador e intérprete sobe ao palco, acompanhado de versáteis músicos, para apresentar uma síntese de sua trajetória artística. Cantando, tocando, dançando e contando histórias, ele brinca com a plateia e traduz, através da sua arte, o temperamento e as características mais marcantes do povo brasileiro.

15h
Zé Brown [MÚSICA]
A sonoridade de Zé Brown é resultado de uma fusão musical inovadora que mescla o rap com a embolada. Ex-integrante do grupo Faces do Subúrbio, ele se aprofundou na pesquisa da similaridade do rap com o repente ao identificar a semelhança do ritmo e da rima em ambos os estilos.

16h
Trio Virgulino [MÚSICA]
Formado por Enok Virgulino (sanfona), Adelmo Nascimento (triângulo) e Roberto Pinheiro (zabumba), o Trio Virgulino faz parte da história do forró. Com 26 anos de carreira, foram os responsáveis pelo resgate de um ritmo tipicamente brasileiro: o forró pé de serra. Há quem diga que forró é uma corruptela de forrobodó, ou seja, confusão, desordem, farra, arrasta-pé, etc. Num ponto, entretanto, todos concordam: o "pai" do ritmo é o grande Luiz Gonzaga.

17h
Andaime – Companhia Linhas Aéreas [Intervenção]
Um sofá suspenso em um andaime de seis metros de altura é o local cênico para diferentes coreografias, inspiradas nas situações cotidianas, urbanas, questões amorosas e propostas de ocupação dos espaços.

18h
Alceu Valença [MÚSICA]
Conhecido como um dos mais fervorosos discípulos de Luiz Gonzaga, o cantor apresenta um show inteiramente formado por forrós, baiões, xotes, cocos, emboladas e outros gêneros da música do Nordeste. No repertório, clássicos de sua autoria como “Coração Bobo”, “Pelas Ruas que Andei” e “Embolada do Tempo”, além de sucessos de Jackson do Pandeiro e do Rei do Baião.

14.7.09

Circuito Syngenta, com Renato Teixeira

Ei, que tal antes daquela passadinha em Embu das Artes (Violeiros Matutos, dia 25), e de curtir o fim de semana em Paranapiacaba no Festival de Inverno, ir dar um pulinho no teatro Alfa, nesta 4ª feira para curtir o violeiro Renato Teixeira? Imperdível, e de grátis. [Agradecemos a dica, enviada por Ana Cláudia de Siqueira]




Circuito Syngenta de Viola Instrumental
chega a São Paulo, com Renato Teixeira

Levi Ramiro é o anfitrião e recebe ainda Chico Moreira e Sidnei Oliveira;
Evento gratuito acontece dia 15 de julho, às 19 horas, no Teatro Alfa
Ingressos estarão disponíveis para o público na bilheteria a partir das 18 horas


De uma porunga grande saem duas violas, muitas notas e sons que trilham causos, remetem às folias, ao cheiro de mato e de chão batido, ao homem do campo e à essência da cultura popular brasileira. Mestre na arte do “fazer”, do “tocar” e do “contar”, o artesão e violeiro Levi Ramiro sobe ao palco do Teatro Alfa como anfitrião, dando continuidade ao Circuito Syngenta de Viola Instrumental. Com ele, três convidados ilustres e também mestres da viola: Renato Teixeira, Chico Moreira e Sidnei Oliveira. Entre uma moda e outra, algumas histórias de grandes sertões e veredas. O show acontece na quarta-feira, dia 15de julho, a partir das 19 horas e é gratuito. Os 1.200 ingressos estarão disponíveis ao público na bilheteria do teatro, uma hora antes do show.

O Circuito Syngenta de Viola Instrumental aporta na capital paulista, depois de ter passado por Vitória (ES) e Paulínia, no interior do Estado. O projeto ainda vai percorrer mais nove municípios, entre julho e novembro de 2009, sempre reunindo grandes nomes do gênero, a convite de Levi Ramiro. Para esta terceira edição, o artesão e violeiro promete alguns clássicos como Tristeza do Jeca (Angelino de Oliveira) e Malandrinho (Tião Carreiro), além de suas próprias composições: Barroquinha, Sete Cores e Vaquejada.

O que o público paulistano pode esperar? “Um show de música instrumental mais descontraído, menos formal, uma verdadeira prosa de viola”, diz Levi Ramiro. O formato mescla música e prosa, com Ramiro como anfitrião, fazendo a “ponte” entre os violeiros e a platéia, através de “causos” e histórias pitorescas envolvendo a música regionalista de raiz. “Falaremos sobre a história de algumas músicas e a ligação do artista com sua terra”, complementa o violeiro.

O público de São Paulo terá o privilégio de conferir Renato Teixeira em versão instrumental. O cantor e compositor, um dos grandes responsáveis pela projeção da cultura caipira em âmbito nacional, passeia pelos clássicos de seu repertório através da viola, potencializando toda a riqueza e musicalidade de canções como Amanheceu, peguei a Viola, Um Violeiro Toca, Romaria, Tocando em Frente, Cuitelinho, Casinha Branca, entre outros. “Meu projeto de vida é dar continuidade ao sonho de divulgar e difundir cada vez mais o espírito do caipirismo valeparaíbano, não pela repetição das velhas formas e sim pelo potencial que esse universo cultural oferece”, diz Renato, que viveu por anos em Taubaté-SP.

O show na capital também abre espaço para os talentos revelados nas duas edições do Prêmio Syngenta de Viola Instrumental. Sidnei Oliveira, vencedor em 2004, apresenta suas próprias composições. Chico Moreira, ganhador da edição de 2005, sobe ao palco no comando do trio Viola, Couro e Voz, formado ainda por Pedro Romão (percussão) e Paulo D´Ávila (viola). Levi Ramiro deve abrir o espetáculo e convocar os outros violeiros para “estabelecer o diálogo”. O show será recheado de improvisos e uma certeza: o gran finale, com todos os músicos na execução de um grande clássico do gênero.

O projeto é uma iniciativa da Syngenta e recebe apoio do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet. São ao todo, 20 shows gratuitos até 2010. A proposta é valorizar a música regionalista e a cultura da viola instrumental, difundindo suas vertentes e dando ao público a oportunidade de assistir a espetáculos que remetem à sua própria identidade. “Nosso objetivo é contribuir para a valorização da viola caipira, do artista compositor e do instrumentista, buscando também prestigiar nosso principal parceiro, que é o homem do campo”, explica o gerente de relações institucionais da Syngenta, Guilherme Landgraf Neto.

Viola: porta voz do homem do campo

De origem ibérica, a viola foi introduzida no país pelos jesuítas e imigrantes portugueses. Estes últimos trouxeram danças, cantos camponeses, as folias de reis e outras manifestações, que foram incorporados à nossa cultura e “naturalizados”, assim como o instrumento, que sofreu evoluções. O pesquisador Alceu Maynard de Araújo, estudioso da cultura popular brasileira e da viola, reproduziu em seus registros, histórias contadas por seu avô, tropeiro entre 1870 e 1918: “ele nunca vira seus peões e camaradas viajarem sem sua viola, quase sempre conduzida dentro de um saco, amarrada à garupa de seu animal vaqueano. Não havia pouso que após o trabalho azafamado do dia, não tocassem antes de dormir o sono reparador.” Do Pantanal ao Rio Grande do Sul, de Minas ao interior de São Paulo, a viola, mais do que proporcionar momentos de lazer e descontração depois de um árduo dia de trabalho, se transformou em uma forma de expressão. Identifica e reproduz a vida do homem do campo.

A viola ganhou a cidade, seus auditórios e rádios a partir de 1910, numa iniciativa do folclorista Cornélio Pires, que promoveu um programa de violas em Tietê e posteriormente organizou um festival em São Paulo. Quase um século depois, a Syngenta reúne um time de exímios violeiros – além de Levi Ramiro, Renato Teixeira, Sidnei de Oliveira e Chico Moreira estão: Fabrício Conde, Ivan Vilela, Paulo Freire, Zeca Collares, Vinícius Alves, entre outros – para percorrer cidades, promovendo a cultura da viola. “O circuito Syngenta, realizado em nível nacional, oferece aos músicos a oportunidade de divulgar seus trabalhos e também permite ao público acompanhar de perto este movimento da nossa música tão carente de espaços e que além de despertar a nostalgia da vida do campo mostra uma grande variedade de estilos, muita sensibilidade, ousadia, poesia, enfim, os antigos e novos caminhos da viola”, diz o violeiro Levi Ramiro.

Caminhos novos e promissores. A viola vive um momento de valorização. A Escola de Comunicações e Artes da USP passou a oferecer em 2009, no campus em São Paulo, bacharelado em viola caipira, sendo uma das variações do curso de graduação em Música. É o único do mundo. A coordenação está a cargo do pesquisador, professor e violeiro, Ivan Vilela, que faz parte do time de atrações do Circuito Syngenta de Viola Instrumental ao longo do ano.

Serviço: Circuito Syngenta de Viola Instrumental:
Show com Renato Teixeira, Levi Ramiro, Sidnei Oliveira e Chico Moreira
Local: Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 São Paulo - SP
Data: quarta-feira, 15 de julho Horário: 19 horas.
Distribuição gratuita e individual de ingressos até a capacidade máxima da casa, de 1.200 lugares.

A bilheteria será aberta uma hora antes do show (18 horas), com retirada de ingressos por ordem de chegada. Outras informações podem ser obtidas no endereço: http://www.circuitosyngentadeviola.com.br

Sobre Renato Teixeira: Nascido em Santos (SP), Renato Teixeira viveu sua infância em Ubatuba e a adolescência em Taubaté, interior do Estado. A música já fazia parte de seu dia-a-dia. Todos da família tocavam instrumentos. Até pensou em ser arquiteto, mas segundo ele, a música não lhe deixou espaços. No final dos anos 60 foi para São Paulo por indicação de Luiz Consorte que colocou uma fita com suas músicas nas mãos de seu tio, Renato Consorte. Este a enviou para Walter Silva, grande promotor de novos artistas e um homem muito conhecido nos meios de comunicação. As portas se abriram e, logo estava no Festival da Record de 67. Concorreu com a música Dadá Maria, defendida por Gal Costa, também em início de carreira, e por Silvio César. Renato sempre procurou conhecer a nossa história musical, ouvindo todas as canções e todos os gêneros, do samba à música caipira. No início dos anos 70 foi atuar no mercado publicitário, fazendo jingles. Criou sucessos como o do Ortopé, do Rodabaleiro e do Drops Kids Hortelã. Naquela época já tinha se identificado totalmente com a música caipira. Participou efetivamente da Coleção Música Popular Centro Oeste/Sudeste de Marcos Pereira onde gravou algumas canções; entre elas: "Moreninha Se Eu Te Pedisse ". Em parceria com Sérgio Mineiro, criou o Grupo Água. Ali, conseguiu assimilar o espírito da cultura caipira e projetá-la de uma forma contemporânea para todo o Brasil. Sua carreira ganhou novos rumos quando Elis Regina gravou a música Romaria, acompanhada pelo grupo Água. Foi um grande sucesso, criando espaço para que a música do interior paulista invadisse o mercado. A parceria com Almir Sater também é um marco. Ambos compuseram alguns sucessos como Um Violeiro Toca e Tocando Em Frente. Outra parceria importante foi com a dupla Pena Branca e Xavantinho, verdadeiros representantes da cultura caipira. Para mais informações: www.renatoteixeira.com.br

Sobre Levi Ramiro: Natural de Uru (SP), hoje residente em Pirajuí, o violeiro e artesão tem sua trajetória marcada inicialmente pelo violão que o acompanhou nas primeiras composições e nos primeiros festivais. A partir de 1995, adotou a viola como principal instrumento, absorvendo seu universo cultural que veio de encontro com suas raízes, motivo pelo qual ampliou sua produção musical, tanto na arte de tocar como na de fabricar o instrumento. Com base nos valores da cultura caipira e misturando elementos que formam nossa Música Brasileira, Levi Ramiro celebra em suas composições, a poesia e a simplicidade da vida interiorana. Vem apresentando-se desde 1997, em vários espaços culturais, divulgando também seu trabalho como artesão. Trabalhou como músico instrumentista na gravação de CDs: “Eu plural” (Tribo terra), “Vida de vaqueiro” (Geraldo do Norte), “Razão da raça rústica” (Matuto moderno), “Folias do Brasil” (Dércio Marques), entre outros. Ministrou várias oficinas de fabricação e toque de viola pelo Brasil. Em 2004, participou do primeiro grande Festival de Música Instrumental para Viola, promovido pela Syngenta e a Direção Cultura, ficando entre os 16 finalistas. Para mais informações: http://www.leviramiro.hpg.ig.com.br/

Sobre Chico Moreira: Chico Moreira, 62 anos, é compositor e arranjador. Formado em música, executa vários instrumentos de corda e sopro. Antes da formação do COURO, VIOLA e VOZ, criou em 1974, em parceria com o compositor Alberto Chicayban, o Grupo Maria Deia com o qual atuou durante quase dez anos como arranjador e músico, percorrendo todo o Brasil e o exterior. Dirigiu vários quartetos vocais, atuando também como diretor musical de peças teatrais, compositor de trilhas sonoras para TV e pesquisador do folclore brasileiro, especialmente o nordestino. Integrou como contrabaixista, a primeira formação da Orquestra Jovem da O.S.B. (Orquestra Sinfônica Brasileira). Com extensa atividade fonográfica, gravou com artistas como Ivan Lins, Sergio Ricardo, Elton Medeiros e Dercio Marques. Como executante de viola caipira brasileira vem, nos últimos vinte anos, realizando trabalhos abordando este instrumento em suas diversas afinações, tendo ainda sobre este tema produzido vários espetáculos e palestras com objetivos educacionais. Em outubro de 2005 participa como convidado do III Encontro Nacional de Violeiros, em Ribeirão Preto-SP. Em novembro de 2005, venceu o II Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola, no qual concorreram 158 violeiros de todo o Brasil. Ultimamente também dedica-se à pesquisa das formas de interpretação das músicas regionais brasileira e portuguesa, paralelamente às atividades como instrumentista, arranjador, conferencista, produtor de discos e de espetáculos musicais. No COURO, VIOLA e VOZ toca viola caipira, contrabaixo e vários instrumentos de cordas e sopro, atuando também como cantor.

Sobre Sidnei Oliveira: Sidnei de Oliveira, 28 anos, músico e compositor instrumentista. Natural de São Francisco de Paula – RS, aluno de graduação em Filosofia pela UNIFRAN e música pela USP-RP. Foi Vencedor do Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola de 2004.Realizou show em vários locais e estados do Brasil e apresentou seu trabalho no exterior: Basel – Suíça e Punta Del Este – Uruguai.Atualmente desenvolve o projeto de Gravação aprovado pela Lei Rouanet do seu primeiro CD instrumental intitulado SENTIMENTOS, onde apresentará composições próprias com arranjos para quinteto de cordas, flauta, harmônica, percussão e outros instrumentos, com participação de músicos do Rio Grande do Sul, entre eles o Gaitista de renome internacional Renato Borghetti. Hoje mora em São Paulo – SP e leciona aulas particulares de viola de 10 cordas, juntamente com a cantora Lenara Abreu de Mattos forma o DUO TAIHU, um projeto de pesquisa e resgate com música erudita e popular adaptando e transcrevendo peças de piano e orquestra para viola de 10 cordas e voz.

Sobre a Syngenta: A Syngenta é uma das maiores empresas do mundo, com mais de 24.000 funcionários em 90 países dedicados ao propósito de trazer o potencial das plantas para a vida. Por meio de sua destacada atividade científica, alcance global e o compromisso com seus clientes, a empresa ajuda a aumentar a produtividade dos cultivos, proteger o meio ambiente e melhorar a saúde e a qualidade de vida. Para mais informações: www.syngenta.com.br


[Release enviado por Ana Cláudia de Siqueira]

13.7.09

DEO LOPES NO BAR DO FRANGO

Povo do ser-tão paulistano: no próximo 18 de julho, o cantor e compositor Deo Lopes estará no Bar do Frango, do Tatau – aquele “...que é para poucos...”, pois lá sempre está a nata de nossa cultura musical. O Menestrel estará apresentando seu trabalho mais recente, O Contador de Canções.




Desde meados da década de 1980 que o pessoal que acompanha a música brasileira de qualidade, se acostumou a conhecer Deo Lopes, cantador de voz cristalina, lírica, inconfundível. Suas belas composições sempre emolduradas por arranjos simples, contudo elegantes, garantiram seu nome inscrito entre os artistas mais representativos de uma MPB de alta qualidade, porém, longe dos holofotes da grande mídia, dos grandes esquemas que todos conhecemos... Porém, ficou vívidas em nossas memórias composições como a antológica “Canção Pra Porto Seguro”, libelo denunciante da especulação imobiliária, sanha desvairada e insana no primevo paraíso brasileiro, muito antes de tais apelos virarem moda, pois as canções em louvor da natureza, do amor e de esperança, eram coisas que sempre fez desde menino, lá pras bandas de Santo Antonio da Alegria, onde nasceu... Eis o título de outra bela canção, que marcou época: Eterno Menino, feita a medida pra Dércio Marques e outros tantos “meninos da vida”!

Desde l980, vem registrando seus trabalhos: em Lps e Cds: VOAR-1980; CANTICORDA-1982, em parceria com o violonista argentino, JUAN FALÚ, mestre Zé Gomes e o Grupo Quintessência, entre outros! ; CERTOS CAMINHOS-1984; RELAÇÃO NATURAL-1988; NOITE CHEIA DE ESTRELAS-1993; TESOUROS DA TERRA-1998 – coletânea em CD; LEVANTA POEIRA com o TREM DA VIRAÇÃO-2004; e CHEGA JUNTO com o TREM DA VIRAÇÃO 2008, esses dois últimos, em CD. Os trabalhos em vinil são raridades de sortudos de colecionadores.

Há pouco mais de dez anos, Deo formou o grupo Trem da Viração e com o mesmo vem divulgando a cultura regional brasileira com um repertório alegre e dançante. Desse projeto, destaque para a música-título, Trem da Viração e Oriundo Zé Monteiro, registrada também pelo grande Levi Ramiro, no seu CD Nosso Quintal.

O Bar do Frango fica logo ali, na Av. São Lucas. Recorro ao meu guru, mestre Zé Maria, o maior conhecedor das veredas desse sertão, que nos dá a dica de como chegar ao aprazível lugar::

Serviço: Neste sábado dia dezoito de julho. Não tem couvert e consumação mínima. Ali no número cinco mil da Luiz Inácio de Anhaia Melo começa a Avenida São Lucas, o número é o quatro sete nove. Se esquecer o número é tranquilo. Passando a Igreja, metros depois avista-se pracinha e o inconfundível Jeep mil novecentos e pouco, do Tatau.

22.6.09

Giba da Viola canta e conta causos no Bom Dia Campo

A programação musical do Bom Dia Campo, do Canal Rural, começou a semana com Giba da Viola, cantor e contador de causos, nosso amigo e parceiro aqui do Ser-Tão Paulistano. Clap! Clap!


16.6.09

Encontro de Violas Paulistas

De 2 a 27 de junho o SESC Consolação apresenta uma série de shows com violeiros paulistas, encerrando com um grande encontro no sábado, dia 27 , às 15h, na Convivência.

SHOWS:

* Júlio Santin *
SESC Consolação - Dia(s) 16/06 - Terça, às 19h30.

O violeiro Júlio Santin nasceu no interior de São Paulo, região da Alta Paulista. Aprendeu a tocar e fabricar seus próprios instrumentos. Ao longo do tempo, aperfeiçoou sua técnica, encarou desafios, vivendo entre a música e a medicina. Há alguns anos dedica-se a promover e preservar a música caipira na região onde nasceu. Preside a Associação Cultural Caipirapuru, organização não-governamental formada por violeiros e admiradores do gênero. É colaborador na realização do “Encontro Anual de Violeiros e Cantadores de Irapuru”, que está na nona edição.


* Índio Cachoeira *
SESC Consolação - Dia(s) 19/06 - Sexta, às 19h30.

José Pereira de Souza, 53 anos, mais conhecido como Índio Cachoeira, constrói os próprios instrumentos que toca em seus shows. São fabricadas por ele violas de 10 e 15 cordas, chamadas de canaã; além de violões, rebecas e até mesmo harpas. De acordo com Cachoeira, os instrumentos que ele produz mostram o som da música de estilo latino, que ele admira. O artista conviveu em São Paulo com músicos paraguaios e bolivianos.


* Victor Batista *
SESC Consolação - Dia(s) 23/06 - Terça, às 19h30.

Em seu show que leva o título do Cd, Victor Batista e trio cantam músicas de sua autoria, canções da cultura popular Brasileira e da cultura popular Sul americana, releituras, com variações de ritmos do universo musical a partir de suas influências, que vão da salsa à folia. Um show que demonstra uma vertente jovem, acolhendo os ouvintes à uma viajem às origens do verdadeiro “ser caipira”.


* Zé Elder *
SESC Consolação - Dia(s) 26/06 - Sexta, às 19h30.

No Oco do Bambu é o mais novo trabalho do violeiro e compositor Zé Helder. Este trabalho é a continuidade de seu primeiro CD, intitulado “A Montanha” (2004), em que começou a explorar a viola caipira de maneira original em composições vocais e instrumentais, com um repertório que passeia por influência de música regional, clube da esquina, jazz, rock, música erudita e outras vertentes.

Viva Elpídio

CD “VIVA ELPÍDIO!” – OSWALDINHO E MARISA VIANA
Uma homenagem ao centenário de nascimento de Elpídio dos Santos
Show no SESC Ipiranga dia 19 de junho, 21 horas

Tendo em vista as comemorações do centenário de nascimento do compositor Elpídio dos Santos (14 de Janeiro de 1909), Oswaldinho e Marisa Viana apresentam seu novo CD “Viva Elpídio!”, com show dia 19 de junho, às 21 horas, no SESC Ipiranga.

Neste show, contam e cantam a vida e a obra do poeta e músico, Elpídio dos Santos, grande compositor brasileiro. A pesquisa, a concepção do trabalho e narração são de Marisa Viana e os arranjos e a direção musical de Oswaldinho Viana.

Acompanham a viola caipira e viola de 12 cordas de Oswaldinho e a percussão de efeitos de Marisa, os músicos André Perine no baixo, Pratinha nas flautas e bandolim e Beto Sodré na percussão.

Oswaldinho e Marisa Viana dedicam-se há muitos anos ao resgate da música autenticamente brasileira, particularmente a ligada ao interior dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Com repertórios próprios ou do cancioneiro popular, sempre com arranjos bem elaborados, abordam temas ligados ao interior, contribuindo assim para divulgação, valorização e conscientização de nossos valores culturais regionais.

O CD “Viva Elpídio!”, além de divulgar a existência de uma obra musical do século passado pouco conhecida e ainda quase que totalmente inédita, traz como contribuição, não só o áudio, como também um encarte com a biografia atualizada do autor, além de várias fotos ilustrativas relacionadas à sua trajetória, família e cidade natal - São Luís do Paraitinga.

Em “Viva Elpídio!”, o compositor é reconhecido como músico e arranjador eclético, abrangente, clássico e popular, não restrito apenas à vertente caipira. Sua obra é descrita como consistente e rica, que retrata fielmente o homem do interior de São Paulo em sua época, com seus costumes, linguajar, religiosidade, sabores, comportamento e emoções. O repertório escolhido é alegre e bastante variado, passando por vários ritmos e temas. Destaque é dado a algumas músicas de sucesso do autor, e para as que foram trilhas dos filmes de Mazzaropi.

Num total de dezesseis faixas, foram priorizadas seis músicas inéditas, cujos temas vão do caboclo da roça à cidadezinha do interior paulista, do romantismo à malandragem do caipira que viaja para o Rio de Janeiro, da religiosidade e da superstição ao humor ingênuo do nosso homem do interior. São elas:CABOCLO DA ROÇA - PASSEIO AO RIO – FILÉ MINHÃO - SERTANEJINHA - FIGA DE GUINÉ e BALANÇO DA REDE.

Entre as regravações, a maioria da década de cinquenta, estão REDE DE TABOA (instrumental e cantada) - FOGO NO RANCHO - CAI SERENO - A DOR DA SAUDADE - A DONA DO SALÃO - VOCE VAI GOSTAR - LUA NA ROÇA e CHEGADINHO-CHEGADINHO. Há ainda a faixa CARNAVAL EM MADRID, numa participação especialíssima do Grupo Paranga.

SERVIÇO DO SHOW “Viva Elpídio!”
Local:Sesc Ipiranga - Teatro
Data:19 de Junho- 21horas
Tempo de show: 90 minutos
Endereço:Rua Bom Pastor, 822. Ipiranga.São Paulo - SP
Capacidade: 200 lugares
Preço: R$16,00; R$8,00 (estudantes,usuários e matriculados; mais de 60 anos e professores da rede pública); R$4,00 (trabalhador do comércio)
Não recomendado para menores de 10 anos.
Informações: www.sescsp.org.br/sesc
tel.: 11 3340-2000

OSWALDINHO VIANA e MARISA VIANA – QUEM SÃO

Os compositores e intérpretes Oswaldinho Viana e Marisa Viana, iniciam suas carreiras musicais nos anos 70. Após um período dedicado a outras atividades profissionais, Oswaldinho e Marisa optam pelo retorno definitivo à música. Oswaldinho reencontra as suas raízes musicais na viola caipira e Marisa descobre o som do mato, das cachoeiras e dos pássaros na percussão de efeitos. A paixão pela música fala mais alto e passam a se dedicar exclusivamente a ela.

Fundam o Armazém Bar-Espaço Cultural, que nos anos 90 abriga o melhor da MPB por onde passaram Chico César, Zeca Baleiro, Arrigo Barnabé, Ceumar, Renato Teixeira, entre tantos outros.

Em 1996, Oswaldinho e Marisa Viana lançam o CD - São Sebastião do Tijuco Preto, selecionado para o “Prêmio Sharp de Música. Em 2006 lançam, no Centro Cultural São Paulo, o CD “No Balanço da Rede”,totalmente autoral, que foi selecionado ao PRÊMIO TIM DE MÚSICA/2007 - Categoria Melhor CD Regional.

www.omviana.com.br

8.6.09

Viva a viola caipira! Viva o Sertanejo Raiz!

(Ministério da Cultura)

Circuito inclui também apresentações musicais dos vencedores do 1º e 2º Prêmios Syngenta de Viola Instrumental, realizados em 2004 e 2005, Sidnei de Oliveira e Chico Moreira, respectivamente

O Circuito Syngenta de Viola Instrumental surgiu resgatando o contexto de respeito e valorização a um instrumento tipicamente brasileiro, a viola, tecendo assim a raiz do estilo sertanejo e dando à viola caipira uma oportunidade de difusão entre vasto público, além de valorizar os artistas, executores e compositores desse estilo. Assim procura criar um cenário nacional, valorizando a cultura regional brasileira.

O projeto tem a previsão de realizar 20 shows gratuitos Brasil afora, 12 deles em 2009 com violeiros de projeção e respeito em todo o país como Levi Ramiro, Ivan Vilela, Renato Teixeira, Paulo Freire, entre outros. Desse modo, a empresa responsável, a Syngenta acredita que será possível atingir os objetivos do circuito que são valorizar a música regionalista e a cultura da viola instrumental, e ainda difundir suas vertentes e dar a oportunidade do público do interior de assistir a espetáculos que valorizem a sua própria cultura. Para o gerente de relações institucionais da Syngenta, Guilherme Landgraf Neto, o formato do Circuito vai além, “é uma forma pertinente de prestigiar o principal parceiro da empresa que é o homem do campo”.

O Circuito inclui também apresentações musicais dos vencedores do 1º e 2º Prêmios Syngenta de Viola Instrumental, realizados em 2004 e 2005, Sidnei de Oliveira e Chico Moreira, respectivamente. A iniciativa da Sygenta conta com o apoio de incentivos gerados pela Lei Rouanet.

O formato dos shows prevê a presença de dois violeiros e um anfitrião, papel que será desempenhado pelo violeiro e artesão Levi Ramiro. O anfitrião, além de tocar, vai também “prosear” e estabelecer uma “ponte” entre os violeiros e a platéia, através de “causos” e histórias pitorescas envolvendo a música regionalista de raiz.

Levi Ramiro- Natural de Uru, pequena cidade do interior Paulista, hoje residente em Pirajuí, o violeiro e artesão tem sua trajetória marcada inicialmente pelo violão que o acompanhou nas primeiras composições e nos primeiros festivais. Com base nos valores da cultura caipira e misturando elementos que formam nossa Música Brasileira, Levi Ramiro celebra em suas composições, a poesia e a simplicidade da vida interiorana.

Vem apresentando-se desde 1997, com a gravação do primeiro trabalho, em vários espaços culturais e unidades do SESC pelo Brasil, em programas de TV e Rádio que valorizam a boa música, divulgando também seu trabalho como artesão.

Em Mato Grosso o Circuito Syngenta de Viola Instrumental vai se apresentar em novembro, dia 19, em Sorriso, interior do Estado, no Centro de Tradições Gaúchas com shows de Levi Ramiro e João Ormond. Já o show em Cuiabá será realizado no Sesc Arsenal com Levi e Daniel de Paula mas ainda não tem data confirmada. Informações: www.circuitosyngentadeviola.com.br

7.6.09

SILENCIA A RABECA DO MAESTRO ZÉ GOMES

O som da rabeca interrompeu-se. Em meio ao acorde, calou-se, até a vibração se extinguir por completo, o tempo suspenso, o vazio. E o rabequeiro Zé Gomes sai de cena, deixando a peça inacabada.
Escrevi rabequeiro, mas o Zé era artista completo: arranjador, compositor, luthier, pesquisador, maestro. Pensador da cultura, crítico radical das “panelinhas” repletas de sanguessugas e vampiros, dos que mamam verbas, conluio infame onde “quem está dentro não sai e quem está fora não entra”. O Zé não estava nessa. Durante seu longo percurso, sempre foi rebelde, arredio, avesso ao sucesso fácil e aos holofotes.

Dani e o Maestro, Centro Cultural São Paulo

Na noite em que nos despedimos, o cavalheiro Arthur Bandeira, dedicado amigo, perambulava, inconformado, exangue, após cumprir o triste, mas necessário papel de avisar e receber os muitos amigos. Enio Squeeff, velho amigo, não ocultava a perplexidade. Nani, os olhos vivazes, denotavam incredulidade, a perplexidade de todos nós. Os filhos, comedidos, dignos, corteses, apesar da tristeza. Deo Lopes, desamparado, vagava entre a tristeza atual e as velhas e alegres lembranças das andanças. Dércio e Dani transformavam dor em música trazendo com eles as vozes de Deo, das irmãs Célia e Selma, de Noel Andrade, a rabeca de Thomas Rohrer. Kátya Teixeira rompeu seu silencio entoando o Caicó, tema tão caro ao Zé.

Seu nome de batismo era Jose Bonifácio Kruel Gomes, mas por mais de cinco décadas se tornou conhecido como Zé Gomes, o “Zé”. familiar a arte de Bach, Stravinsky, Mozart, Paganini, Villa-Lobos, de quem foi magistral interprete. Mas o que gostava mesmo era de garimpar nos caudalosos rios da Terra Madre, inundados das mais puras manifestações populares, para de lá extrair pedras brutas e lapidar com maestria de ourives até torná-las pérolas do mais puro quilate. Foi assim que após 10 anos de sua estada no Pantanal, com a legendária Comitiva Esperança, com Almir Sater, Paulo Simões e Geraldo Espíndola, veio a público o antológico Palavras Querem Dizer, onde a viola-de-cocho, rústico instrumento de origem medieval, fabricado e usado pelos pantaneiros, junto com a rabeca, outro instrumento cuja origem se perde nas brumas do tempo, ganhou tratamento digno de ser apreciado nas mais exigentes salas de concerto. E assim, sessentão, depois de criteriosa maturação, estréia em disco solo.


Palavras Querem Dizer, capa e contracapa


Em seguida veio “A Idade dos Homens”, em parceria com o filho André, obra aberta, que mostra a avidez pelo aprendizado, a troca constante, entrelaçando sons que vão do deserto ardente aos picos gelados; do Oriente à Europa; do medievo ao moderno, harmonizando instrumentos aparentemente díspares: chocalhos metálicos, violino, teclado, tablas, viola de cocho, baixo, sitar, darbouka, bodrán, rabeca, saltério, violão, guitarra midi,etc.



A Idade dos Homens


No belíssimo e não distribuído comercialmente Tempos Interiores, novamente a coerência de sua trajetória: como cita Enio Squeff, num texto revelador: “... constam dessa gravação a aproximação com os clássicos no sentido estrito da palavra e toda gama de informações (musicais) ao longo dos séculos.” Assim, percebemos evocações a Villa, a Baden Powel; o bem humorado e irrequieto diálogo do violino com a viola caipira de Almir Sater na célebre Doma. Na faixa Veia Messina, tema baseado num texto de Saulo Laranjeira, num esforço para buscar autenticidade, recorre a uma singela rabequinha, de onde extrai o som que nos conduz, “visualmente”, às aldeias medievais, aos terreiros de dança do interior do Brasil, repletos de humor, nostalgia, alegria.



Tempos Interiores


Deixou pronto e inédito alguns trabalhos: um CD ao vivo com Yamandú Costa, uma impressionante parceria com Thomas Rohrer no disco “Rabecas”; Orquestra Rústica, feito para teatro infantil, além de muitas parcerias com o filho André e um número desconhecido de composições. Deixa também um inédito método para rabeca. Participou de mais de 200 gravações, com destaque para os discos: Terra Vento Caminho, de Dércio Marques; Planador, de Papete; Diana Pequeno, Elomar, Renato Teixeira, Dani Lasalvia, Deo Lopes, João Bá, Dorothy Marques, Paulinho Pedra Azul, etc, etc.

Do que morreu o Zé Gomes? O diagnóstico foi infarto, mas pode ter sido tristeza, indignação, frustração perante as tremendas dificuldades, cansado do vilipendio, das redundâncias, dos que se conformam com o sucesso fácil, descartável. O frágil corpo que abrigava um gigante, não suportou. Porém, foi sua vingança final, prevalecendo até o fim sua radical postura de sempre buscar as origens ignotas da expressão musical, tal como fez em Veia Messima... Como me disse o amigo Deo Lopes: “Ele foi o alicerce musical de todos nós...”

Convivi pouco com o Zé Gomes. Porém, foi o bastante para fundarmos uma fraterna amizade. Tratava-me com benevolência, respondendo com grande paciência as minhas rudimentares e leigas questões sobre música. E ao mesmo tempo, me interrogava: “O que acha dessa passagem? Não acha o violino cheio demais, roubando cena?” Até que um dia perguntei, intrigado: “Zé, porque você que tudo sabe, pergunta a mim, que não sei executar um acorde sequer?” Com sua polidez e sobriedade, respondeu na lata: “Vocês captam nuances que os ouvidos técnicos não conseguem”. Esse era o Zé. Eterno aprendiz, que não se conformava em se fixar nas estruturas já conhecidas.
Capa interna de Tempos Interiores

Silencia a rabeca. Interrompeu-se o som da viola-de-cocho, do cello, do violino, do violão. No vácuo, o silencio: lembrança do mago, cuja música nos arrebatava.
Rabecas, Zé Gomes e Thomas Rohrer


A turma do sertão paulistano deseja aos seus amigos, fãs, seguidores e especialmente a sua família, o desejo de superar e prosseguir....



Com Almir e Geraldo, refazendo o caminho da Comitiva Esperança
SERVIÇO:


PEQUENA NOTA BIOGRÁFICA
(Fonte: Jornal Já, Porto Alegre)

Zé Gomes começou a tocar profissionalmente aos 14 anos. Natural de Ijuí, aos 17 muda-se com a família para Porto Alegre e ingressa no Movimento Tradicionalista, com o grupo “Tropeiros da Tradição”, com Paixão Cortes. A formação serviria de modelo a todos os conjuntos que os sucederam.

No início da década de 1950, integrou o conjunto “Os Gaudérios”. Aos 18 anos, viaja com o conjunto à França, para participar do Festival Internacional de Folclore promovido pela Universidade Sorbonne, e volta ao Brasil com o primeiro prêmio.

Em 1955 trabalhou com João Gilberto, juntamente com Luis Bonfá, compositor da música do filme Orfeu no Carnaval, que já tinha elementos da Bossa Nova.

Em 1958 criou o Curso de Violão José Gomes, no qual ensinou mais de 1.500 alunos em uma década de funcionamento, época em que freqüentemente palestrava em seminários culturais ou integrava a OSPA.

Em 1966, Zé Gomes funda, com Bruno Kieffer e Armando Albuquerque, o Seminário Livre de Música (Selim), que dois anos depois vira o Centro Livre de Cultura. Em 1969, por concurso público, torna-se professor na Escola de Artes da UFRGS.

De 1968 a 1971 participa, como arranjador, de vários festivais. Muda-se para São Paulo no início dos anos 70, onde, além de continuar lecionando, compõe músicas para teatro, trilhas para cinema, fábulas infantis, quartetos, trios e duos instrumentais, corais, peças para viola e rabeca (instrumento que mais tarde viria a construir), e música sacra.

É considerado um dos maiores intérpretes de Villa-Lobos, cuja obra estudou profundamente. Dedicou-se ao estudo da rabeca e da viola de cocho.

Com os parceiros Almir Sater e Paulo Simões, viajou a cavalo mais de mil quilômetros pelo Pantanal, para fazer um filme sobre o homem pantaneiro e pesquisar a música da região.

Criou inúmeros projetos de artesanato e fabricação de instrumentos musicais, tais como rabeca acústica, chorongo , baixo acústico, calimba cromática, violino mudo.

30.5.09

VIDAL FRANÇA NO SR. BRASIL

Alvíssaras, notícia da boa no ser-tão: na próxima terça feira, dois de junho, o maestro-compositor-arranjador-violonista, artista completo, enfim, Mestre Vidal França estará fechando o Sr. Brasil, na TV Cultura de São Paulo.




Vidal é presença obrigatória, indispensável. Seu Cd Sertão e Mar, feito com Mazé, é desses que podemos chamar DEFINITÍVO.


Imperdível!

20.5.09

Arte e Cultura: Apoio e Afins

Eu coloquei este post no meu outro blog, o Cinco de Outubro, mas acho que ele cabe aqui também. Afinal, uma coisa leva a outra, não é mesmo? Então, voilá:

Vamos combinar que não é só a arte e a cultura que precisam estar em constante movimento. As pessoas também, principalmente aquelas que fazem a arte e a cultura.
Nunca monótonas nem presas à mesmice, arte e cultura estão sempre inovando e sempre contam com um ritmo diferente, com uma nova dança das cadeiras. E vamos combinar, tem espaço pra todo mundo, é só pedir licença: poética, artística, musical. Literária.

E vamos combinar que em vez de produzir ciúmes porque fulano está sob os holofotes, muito mais saudável é levantar a bunda da cadeira e ir lá fazer a diferença. É, vamos combinar que a política tem, muitas vezes, o infortúnio de limitar a arte e cultura para alguns, para poucos. Mas nem sempre, e tem muitas ações governamentais bacanas, só não vê quem não está afim. Quem reclama por reclamar. Quem se coloca à margem e quem é do contra. Não é suficiente? Não é e é muito bom esse sempre querer mais. É ele que põe o mundo da arte e da cultura para girar, que põe em debate. Lei Rouanet. Editais de Fomento. Ações do Ministério da Cultura. Reforma. Bora levantar a bunda da cadeira, deixar o desfile de vaidades de lado, o ciúme e colocar mais uma peça na engrenagem?

Vamos combinar que os holofotes da arte e da cultura são generosos, não se pode negar. Sobre suas luzes é possível aplaudir e vaiar de um tudo. Tem poesia boa e tem poesia ruim, tem prosa boa e tem prosa ruim. Tem crônica e tem conto, bons e ruins. Tem ensaio e tem dança, moderna, contemporânea, axé, funk, punk. Tem a literatura marginal, aquela que é comercial e a não-comercial, aquela que compreendida e a outra, incompreendida. Tem aquela de frases curtas, que virou estilo e está na moda. Tem as de frases longas, clássicas e neoclássicas. Tem novela, tem ficção, tem bolero e rock´n roll. Tem moda de viola, tem cultura caipira, tem cultura sertaneja, tem cultura retirante, tem cultura paulistana. Por aí vai, vamos combinar que espaço tem, e mistura, e samba-rock, e jornalismo literário, e crônica poética, e contação de causo.

Então vamos por os pontos nos is e fechar logo o tema: se a montanha não vai até Maomé, é preciso que Maomé vá até a montanha. Tem jeito não. Os holofotes acompanham o que está em movimento. Uma mistura de cores, sons e letras. Até quando artista vai se fechar num eu sou melhor que você e travar o eixo de rolamento? O inverso, formar grupos de elogios, amigo de amigo e coisa e tal também engripa. É que nesse caso a arte e a cultura giram-giram sem sair do lugar, a roda-gigante engasga e o trepa-trepa desmonta.

Vamos combinar que o buraco é mais embaixo. Que a arte e a cultura não podem depender apenas de ações do governo ou de grandes empresas que descontam seus impostos de renda, mais uma vez o governo. Que a arte e a cultura não podem depender de suas próprias vaidades, nem de ciúmes. Que a arte e a cultura precisam de uma reforma de pessoa para pessoa, respeitando-se as diferenças. Que deveria haver uma causa maior envolvida em tudo isso e que tudo isso depende não só das ações do Estado, mas também do cidadão, para que a ele pertença.

E vamos combinar que estamos todos no mesmo pacote e que esperar vir de algum lugar não vai levar ninguém a lugar algum. É, pois é! Bora levantar a bunda da cadeira, deixar o desfile de vaidades de lado, o ciúme e colocar mais uma peça na engrenagem?